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Fascismo

Os métodos do Fascismo

Os métodos do Fascismo

Este texto é um excerto de uma discussão do revolucionário russo Leon Trotsky com quadros dirigentes do SWP, partido trotskista norte-americano, três meses antes da fundação da IV Internacional, em 1938. Foi retirado de “Discussão com Trotsky sobre o Programa de Transição”, anexo de “O Programa de Transição, editado pela José Luís e Rosa Sudenrmann, S. Paulo, 2008.

 

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15 livros para entender e combater o fascismo

15 livros para entender e combater o fascismo

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Não é qualquer partido ou movimento de direita que pode ser chamado de fascista. O fascismo é um fenômeno muito específico, uma direita muito específica, com características que a diferenciam de outros movimentos de direita. Quando emergiu na Itália, no imediato pós Primeira Guerra Mundial, o fascismo italiano se notabilizou pela mobilização de milícias armadas que atacaram violenta e mortalmente o movimento operário e a esquerda em geral.

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Gramsci e o Fascismo: A posição da pequena burguesia

Gramsci e o Fascismo: A posição da pequena burguesia
 

A experiência histórica não vale para os pequenos burgueses,
que não conhecem história.
A ilusão é o alimento mais tenaz da consciência coletiva.
A história ensina, mas não tem alunos. (1)

Uma das características fundamentais do fascismo, em suas distintas experiências históricas, é o fato de que embora se constitua como expressão dos interesses do grande capital (como as políticas concretas dos regimes fascistas comprovam fartamente), sua ascensão é impulsionada fundamentalmente por setores intermediários, muito especialmente a pequena burguesia. Esta característica, que hoje se observa nitidamente nos dados das pesquisas eleitorais (ainda que diluídos nos critérios de “faixa de renda” usados pelos institutos de pesquisa) e também na conformação de milícias e grupos de ação violenta, foi observada também durante a ascensão do nazismo, por Wilhelm Reich, que observando os dados eleitorais comprovou o apoio majoritário da pequena burguesia urbana e rural ao nazismo,  (2) enquanto os trabalhadores mantiveram-se majoritariamente fiéis à social-democracia ou aos comunistas. Da mesma forma, esse fenômeno não passou desapercebida na análise de Gramsci, como indicaremos adiante.

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Programa de reivindicações transitórias nos países fascistas

Programa de reivindicações transitórias nos países fascistas

Este é um capítulo do livro "Programa de Transição" de Leon Trotsky

Os dias em que os estrategistas da I. C. proclamaram que a vitória de Hitler era apenas um passo em direção à vitória de Thaelmann estão bem distantes. Thaelmann está nas prisões de Hitler há cinco anos. Mussolini mantém a Itália aprisionado ao fascismo há mais de dezesseis anos. Durante todo esse tempo, os partidos da II e Ill Intemacional foram impotentes não apenas para provocar um movimento de massas, mas inclusive para criar uma organização ilegal séria, comparável, mesmo que de longe, aos partidos revolucionários russos da época do czarismo.

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Gramsci e o Fascismo: o fracasso da política de apaziguamento dos socialistas

Gramsci e o Fascismo: o fracasso da política de apaziguamento dos socialistas

 

Entre 1921 e 1922, Antonio Gramsci escreveu um conjunto de artigos analisando a ascensão do fascismo e a ineficácia das estratégias utilizadas pela organização majoritária da esquerda italiana no seu enfrentamento. Parte destes artigos está reunida na segundo volume da coletânea de Escritos Políticos publicada pela Civilização Brasileira, sob a rubrica geral “Socialismo e Fascismo”.[1] Como Trotsky recordaria dez anos depois, Gramsci era o único dirigente do PCI que antevia a possibilidade de uma ditadura fascista. A reflexão de Gramsci é extremamente rica e pertinente para pensar contextos e conjunturas distintos, ainda que com as devidas mediações e com a necessidade de evitar qualquer transposição mecânica.

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Quando a burguesia opta pela força: Considerações de Trotsky sobre bonapartismo e fascismo

Quando a burguesia opta pela força: Considerações de Trotsky sobre bonapartismo e fascismo

 

Nos escritos de Trotsky, bonapartismo e fascismo são definidos como regimes políticos correspondentes ao declínio histórico do sistema capitalista, do mesmo modo que a democracia burguesa parlamentar e suas reformas sociais são concebidas como subprodutos da sua fase ascendente e do seu florescimento:

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O bonapartismo no poder e o fascismo à espreita: Trotsky e a falência da democracia liberal na França dos anos 1930

O bonapartismo no poder e o fascismo à espreita: Trotsky e a falência da democracia liberal na França dos anos 1930

 Após a vitória eleitoral de Hitler e a consequente instauração do regime nazista na Alemanha, a direção da Internacional Comunista viu-se impelida a rever a política estratégica que até então adotava face ao avanço do fascismo. Dispensando qualquer tipo de autocrítica, a burocracia estalinista, a partir de fins de 1934, iniciou um abandono prático de suas táticas “esquerdistas” baseadas teoricamente na linha do “terceiro período”. Em seu VII congresso, em agosto de 1935, a IC oficializou uma posição abertamente “oportunista”, defendendo a aliança da União Soviética com os “imperialismos democráticos” (França, Inglaterra, Estados Unidos etc.) contra os “imperialismos fascistas” de Hitler e Mussolini. Elaborada principalmente pelo comunista búlgaro George Dimitrov, a nova linha política orientava os PC’s a realizarem “frentes antifascistas” não só com os partidos socialdemocratas de seus países [os ex-“social-fascistas”], mas também com todos os setores “democráticos” de suas burguesias, conformando as chamadas frentes populares (1).

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Sobre o fascismo e o fascismo no Brasil de hoje

Sobre o fascismo e o fascismo no Brasil de hoje

 

“Por seu alto teor explosivo, a palavra “fascista” tem sido freqüentemente usada como arma na luta política. É compreensível que isso ocorra. Para efeito de agitação, é normal que a esquerda se sirva dela como epíteto injurioso contra a direita. No entanto, esse uso exclusivamente agitacional pode impedir a esquerda, em determinadas circunstâncias, de utilizar o conceito com o necessário rigor científico e de extrair do seu emprego, então, todas as vantagens política de uma análise realista e diferenciada dos movimentos das forças que lhe são adversas.”[1]

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As lições de Trotski na luta contra o fascismo

As lições de Trotski na luta contra o fascismo

O marxismo afirma que o homem não faz a história como quer, mas sim, segundo as condições que encontra. Ao mesmo tempo, não nega em nenhum momento a subjetividade, a vontade e a inteligência como fatores muitas vezes decisivos na história.

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