
Por que estamos recordando e rendendo homenagens a Moreno nesses trinta anos de sua morte? Muitos jovens e quadros do MES/PSOL podem legitimamente perguntar-se isso.

Por que estamos recordando e rendendo homenagens a Moreno nesses trinta anos de sua morte? Muitos jovens e quadros do MES/PSOL podem legitimamente perguntar-se isso.

Hoje recordam-se trinta anos da morte de Nahuel Moreno. O passar dos anos pode tornar mais objetiva a apreciação sobre sua obra e vida militante, mas às vezes a distância pode ajudar a desconhecer seu papel.

Fiquei sabendo da morte de Moreno em plena Praça da Sé, em São Paulo. Era janeiro de 1987, e eu estava voltando de ônibus de um Congresso Nacional de professores em João Pessoa. Tinha desembarcado na rodoviária do Tietê, tomado o metro e, acidentalmente, cruzei com um militante que me deu a notícia. Ainda me lembro de ter comentado: “agora estamos muito mais sozinhos”.

Publicado na revista Marxismo Vivo Especial (2007) com o título: Nahuel Moreno. Há 20 anos de sua morte, algumas reflexões sobre o “morenismo”.

Num 25 de Janeiro, há 30 anos, desapareceu fisicamente "Nahuel Moreno", "Capa", Hugo... mestre, camarada, referência inevitável até nas divergências.

Há poucos dias visitámos o nosso querido camarada Guillermo Serpa por motivo dos seus 84 anos e recordámos Moreno.

A política de arquivo da nossa corrente iniciou-se com os primeiros esboços de organização. Até formalmente ao Grupo Operário Marxista (GOM) na Argentina ter tido a sua aparição pública em 1944, um ano antes havia-se constituído em grupo fundacional firmemente decidido a inserir-se na classe trabalhadora e nas suas lutas.


